Propuesta Educativa 41
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Enseanza y evaluacin: dos caras de la misma moneda

Os políticos e o PISA: entre a adesão segura e a recepção activa

 


 
Introdução
 
Desde o início do presente século, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) publica trianualmente os resultados de um programa de avaliação internacional comparada dos desempenhos de jovens de 15 anos, o Programme for International Student Assessment, mais conhecido pelo seu acrónimo – PISA -, e que se firmou como um importantíssimo instrumento de intervenção daquela agência nos processos de regulação no sector da educação.
 
De facto, e atendendo apenas à expansão da cobertura geopolítica alcançada pelo PISA, pode constatar-se que, entre 2000 e 2012, o número de nações participantes cresceu de cerca de quatro dezenas para sete dezenas, em larga medida em função do recrutamento de países não membros da OCDE. O PISA não constitui, obviamente, o único meio de intervenção da agência. Em articulação com outros meios, como as estatísticas, a identificação de boas práticas ou a avaliação por pares, o PISA dá corpo a uma intervenção que, desde a década de noventa, se vem caracterizando pela prevalência de agenda política na qual as questões educativas são equacionadas como requisitos de uma economia baseada no conhecimento e pelo assumir, por parte da OCDE, do papel de porta-estandarte da “monitorização de qualidade” (Rinne et alli, 2004).
 
O PISA propõe-se avaliar as “competências de literacia dos jovens escolarizados” (regulamente a literacia científica, a literacia matemática, a literacia na leitura, mas também a literacia na resolução de problemas, no uso de tecnologias de informação e comunicação e até, no último survey, a literacia financeira). É importante não esquecer que a noção de literacia tem, nos textos PISA, um sentido mais alargado que o habitual. Segundo a sua mais recente formulação (ver OECD, 2011: 22), tal envolve um conjunto de capacidades dos jovens: as “de extrapolar o que aprenderam e aplicar seus conhecimentos em contextos da vida real” (…) “de analisar, raciocinar e comunicar eficazmente”, e de “colocar, interpretar e resolver problemas em contextos variados”. Deste ponto de vista, os indivíduos têm uma quantidade ou um nível de literacia, em tantos domínios (de habilidade) quanto os que se possam equacionar; e essa quantia (de habilidade) é alterável ao longo da vida.
 
Esta perspectiva sobre a literacia acompanha uma visão sobre educação que é recorrente nos textos com chancela da OCDE e na qual se enfatiza a “preparação das pessoas para um mundo de trabalho e uma vida de auto-capitalização”, se classificam os cidadãos como aprendentes ao longo da vida, e que se imaginam “flexíveis e móveis”, com “disposições cosmopolitas, e capazes de lidar eficazmente com a diversidade cultural, a mudança endémica, e a inovação” (Rizvi & Lingard, 2006: 253). Dito de outro modo, o PISA condensa os elementos que caracterizam a intervenção da OCDE no sector da educação: a ênfase que coloca na monitorização dos sistemas educativos, em torno de “competências para a vida” dadas como representativas das “necessidades” de uma “economia baseada no conhecimento”.
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  Año 27 / JUN / 2018.01
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